sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Brasileiros vs Brasil


Uma luta fundamentada em preconceito e desinformação

Brasileiros que usam a internet para disseminar preconceito e ainda se acham superiores por residirem em grandes metrópoles, estão definitivamente desatualizados ao utilizar a rede mundial (instrumento do desenvolvimento e da globalização) para afirmar grosserias e demasiadas pobrezas de informação.

O Brasil é uma nação em desenvolvimento - fato comum de Norte a Sul do país (levando-se em conta as peculiaridades regionais). Estamos na América Latina, tão menosprezada pelo mundo rico do planeta, quanto os nordestinos ou moradores do norte do Brasil pelos "intelectuais metropolitanos".

Os que se intitulam letrados e donos do potencial da informação pelo simples fato de utilizarem o Twitter para mediocridades, precisam rever seus conceitos de “superioridade” e “conhecimento”! Devem lembrar que existem pessoas na Europa e nos Estados Unidos que ainda limitam NOSSA capacidade ao futebol, ao carnaval, à violência do Rio e às comunidades indígenas preservadas em várias regiões do país, como se fôssemos todos animais ou aborígenes que não usam talheres para comer.

Brasileiros “tuiteiros” e “metropolitanos” devem lembrar que viver no Acre, no interior da Paraíba ou em qualquer outra região pequena do país, é muito melhor que inalar o ar poluído das grandes cidades transformadas em quintais do desenvolvimento global e que tornam os países ricos ecologicamente corretos porque utilizam bicicletas no trânsito, mas instalam suas indústrias cinzentas, poluidoras e com mão-de-obra barata em lugares como o Brasil. Essa é a uma forma de desenvolvimento neocolonialista que – assim como na colonização portuguesa no século XVI – explora nossas maiores riquezas, agora batizadas de “commodities”. Afinal, você, que “tuíta” criticando um possível atraso no desenvolvimento do Acre, sabe o que são “commodities”? Provavelmente não, porque está perdendo tempo com futilidades, ironias e grosserias preconceituosas, ao invés de ler e crescer não só como pessoa, mas também como alguém digno de utilizar as ferramentas da internet para algo realmente inovador e que proporcione crescimento.

Portanto, “brasileiros metropolitanos”, sejam orgulhosos de suas metrópoles de riqueza e superioridade, entregues à poluição, à violência, à prostituição, ao sexo barato e vulgarizado, ao trânsito caótico e às grades que prendem vocês em casa enquanto os bandidos aterrorizam nas ruas. Vocês são realmente muito úteis ao desenvolvimento nacional com esse tipo de comportamento excludente e extremamente ridículo.

Alisson Correia – Locutor da Rádio MIX FM, graduado em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba; natural de Campina Grande e residente em João Pessoa/PB

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Brasil de Obama

O Brasil para Obama

O Brasil tratou Obama como um superstar, um astro pop. Enquanto ele veio aqui tentando desmistificar a imagem arrogante que historicamente temos dos Estados Unidos e de seus respectivos líderes, os mais atentos perceberam que os interesses por trás de tudo isso estão diretamente relacionados com o pré-sal e a nossa economia, que já é a sétima maior do mundo e ao lado do México e da Argentina soma um PIB maior que o da China. Por isso a oratória e a retórica afiadas.

As pessoas tietaram o presidente dos Estados Unidos, aplaudiram uma falácia de frases em português que serviram como hipnose num momento em que a Líbia era atacada pelas tropas estadunidenses... Alguém se lembrou disso enquanto batia palmas?

Os Estados Unidos ainda enfrentam graves problemas com a crise financeira que começou por lá e quase arrasta todo o mundo para o buraco. Enquanto aqui enfrentamos atrasos com a pobreza e as deficiências com segurança e saúde, no país norte-americano o maior problema é a retração do consumo e o desemprego. Isso ainda existe por lá e as pessoas estão insatisfeitas, porque os estadunidenses pensavam que com o presidente Obama não haveria mais guerra alguma e ainda sonhavam com a solução para essa depressão financeira. O “Capitão América Negro” ainda não resolveu tudo, mas não perde a pose de humildade e otimismo.

Apesar de tudo, é bom destacar que hoje nós temos muito mais força para receber um presidente dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil é uma potência regional e não é mais aquele país confundido com a Bolívia na visita de Ronald Reagan em 1982, nem muito menos um país totalmente dependente do capital norte-americano, como já foi nos anos 60.

Hoje, saldamos a dívida externa, temos reservas bilionárias de dólares que garantem grande parte da nossa credibilidade financeira e temos uma participação importante no cenário econômico e político do mundo, além disso, não é só os Estados Unidos que se interessam por nós; o Brasil quer uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e se livrar de embargos econômicos estabelecidos pelo “Tio Sam” a muitos de nossos produtos, além de estabelecer parcerias para pesquisas, tecnologia e educação... Será que o Obama pode nos ajudar?

Bom, seria interessante que as pessoas observassem melhor uma visita presidencial, seja quem for o líder que comparecer em nossas terras. Nunca devemos esquecer que sempre há interesses que se sobrepõem a qualquer tietagem.

MTV de volta

Emissora retoma elementos tradicionais e originais

Quem assistiu MTV em 2010 e conhece a emissora desde os anos 90 deve ter percebido que ela estava quase morta no ano passado.

Em 2010 a MTV se entregou ao humor excessivo e aos clipes vazios; várias horas de LAB cheios de vídeos sem informação nenhuma e poucos programas dedicados à música com seu verdadeiro conteúdo – que vai muito além da sonoridade.

Depois da tradicional programação de verão, o suspense acabou desde o dia 15 de março de 2011, com vinhetas esclarecendo o “fim do segredo”; a MTV volta às origens, para a alegria dos que gostam de música e do canal e não estavam tão satisfeitos com os excessos pops e “americanizados” do Multishow, da Mix Tv ou do VH1 Mega Hits.

Vj’s agindo com naturalidade, câmera acompanhando os movimentos do apresentador e música com muita pauta, conteúdo, entrevistas e dinamismo com intervenções através de participações nos programas... Humor sim, mas com jornalismo que informa e faz ri ao mesmo tempo. Espaço para a música em sua essência: “Goo”, “Big Áudio”, “Top Mundi”, “Na Brasa”... Música brasileira com muito mais valor, ritmos internacionais com estilo e o melhor dos sons alternativos. O pop não perdeu espaço, com o “Acesso” e o “Top 10”, que relembra os velhos tempos de “Top 20 Brasil” e “Disk MTV”... Nem precisa assinar no canto da tela pra saber que o canal sintonizado é a MTV, impossível confundir.

Agora sim, dá pra dizer que temos a MTV Brasil. Só nos resta curtir muito para ampliar cada vez mais os horizontes musicais!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mulher... Violência... Morte

Parece até que nos acostumamos...

Todos os dias morrem pessoas no Brasil assassinadas das formas mais crueis e bárbaras possíveis. A cada crime noticiado, levantam-se as questões que são tão velhas quanto às deficiências existentes em nosso país, no que diz respeito justiça, legislação etc.

Mulheres assasinadas pelos companheiros, violência doméstica... Com ou sem denúncia na delegacia da mulher, polícia civil ou qualquer um que nunca serve pra outra coisa a não ser alimentar a burocracia do país e garantir segurança tão zero quanto o programa contra a fome "politicado" pelo governo federal.

Elas são esquartejadas, queimadas, achadas em sacolas, caixas, jogadas em rios, viram alimento pra animal... E os bandidos?! Soltos... Alguns atrás das grades, mas já depois dos crimes do tipo "tragédia anunciada", daqueles que alguma autoridade poderia ter ajudado porque tiveram conhecimento sobre a situação... Como tudo o que fazem é assinar e carimbar papeis, acabaram fazendo delas vítimas da burocracia ligada ao comodismo que contamina o Brasil e não garante medidas preventivas para nenhuma forma de segurança.E o que fazemos? Assistimos o desfecho que se dá justamente da pior forma possível.

Quantas ainda irão para outro plano de maneiras tão crueis, dessas que se tornam espetáculo na imprensa, choque na população e - como sempre - fazem as autoridades discursarem com "precisamos preservar os direitos humanos", ou "investir nas políticas de segurança", "dar mais rigor as leis"... Não precisamos mais dessas falácias, só queremos que a vítima seja ouvida quando ela bater na porta de uma delegacia e pedir ajuda... Alguém que a ouça e depois a ajude.

Dessa forma, muitas situações poderão ser diferentes e nem precisa de discurso patético, hipócrita ou sensacional pra isso.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Be or not to be?" - É uma questão!

Muitas das faces que hoje aparecem em nossas expressões foram criadas para garantir uma auto-proteção e todas elas sempre vêm carregadas de um sorriso simpático, meio hesitante e nervoso. Essas são algumas das formas artificiais que encontramos para nos mostrar ao mundo... Dessa forma passamos a ser conhecidos por terceiros, quando, na verdade, nós mesmos nem nos conhecemos.

Tentar acreditar na própria essência e colocar em prática o que ela dita, traz algumas vantagens para o “íntimo”, mas pode deixar conseqüências porque a verdadeira essência das coisas são desconhecidas ao homem. O que acreditamos ser hoje, não é nada mais que o reflexo daquilo vivido no passado, que hoje recriamos e amanhã reformulamos pela capacidade vital do homem em nunca se satisfazer com o que ele mesmo tem a oferecer a ele mesmo.

E nesse presente cheio de “passados” densos, tentamos construir uma auto-afirmação que nos faça um ser futuro - tão duvidoso quanto hoje - que rascunhe nas mãos imprevisíveis do tempo o que talvez nunca seja passado a limpo.

Júlio César Araújo e Alisson Correia

Um breve pensamento na madrugada, onde as luzes da cidade iluminam as moças nos seus trabalhos noturnos, onde o silêncio cria pensamentos e as palavras devaneiam em nossos teclados. A conexão nunca foi tão lógica na hora de modelar as palavras de duas pessoas que transitam pensamentos coesos a uma distância de 130km.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Tentar

Com vitória ou fracasso... tentar sempre!

Por que pensamos que vivemos à sobra dos críticos? Não precisamos deles para nada! Não interessa o que pensam aqueles que falam dos outros e acham que sempre serão ouvidos ou que têm razão... Eles só estão interessados nos tropeços para apontar aonde as coisas poderiam ser melhores. Mas essa 'habilidade' é só para com os outros, para eles mesmos nunca se aplica!

Os créditos devem ser dados a quem realmente está no campo de batalha, tentando, mesmo que erre ou acerte... Não importa! Os conhecimentos advindos das falhas ou dos atos corretos, sempre são resultantes de uma face cheia de marcas, sujeira, mãos calejadas, suor ou sangue derramados.

Quem coloca o punho à frente do rosto e não só se defende, mas também luta, tem o direito e o dever de errar quantas vezes for necessário para aprender a acertar... E o acerto deste que se estilhaça em esforços e tentativas tem como resultado a vitória, o aprendizado, o crescimento e o conhecimento. Danem-se os críticos! O vencedor que é bem sucedido na luta porque tenta, mesmo com os erros, enxerga a vitória e o triunfo nos melhores dias e transforma tudo isso em metas eternas, não só para os melhores dias.

No fracasso os combatentes choram, se lamentam e esmurram as paredes, mas fracassam como vencedores porque são ousados e nunca dividirão espaço com os frios, tímidos e calcificados na fraqueza que não conhecem nem vitória, nem derrota pela mera falta de interesse em tentar e se libertar dos olhos e das línguas dos críticos.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Descobriram o Brasil


Estrelas internacionais aproveitaram o carnaval para faturar muita grana no país

Nunca se viu tantos artistas internacionais em tão pouco tempo num país que até então recebia um ou dois astros do cinema ou da música a cada ano. No carnaval brasileiro rico em futilidades, bundas e muito barulho, Madonna, Beyoncé, Nicole Scherzinger, Alicia Keys e até o que chamam de atriz e modelo Paris Hilton fizeram questão de aparecer no país, nem que fosse para faturar uma boa grana.

Gente que veio para cantar, gravar clipes e até mesmo "aparecer" e posar para as câmeras com camisas de camarotes ou marcas de cervejas... Derramaram muito suor.

Beyoncé
cantou para cerca de 150 mil pessoas em quatro capitais brasileiras; não saiu do país com menos de 30 milhões de dólares, além de se surpreender com a quantidade de fãs que encontrou por aqui. Apesar da presença garantida, nada de carnaval, entrevistas e o passeio ficou limitado a uma visita ao famoso Cristo Redentor. Falta de humildade ou cuidado demais?

Alicia Keys pisou em terras brasileiras para gravar um clipe com Beyoncé e foi embora logo depois que concluiu o dever de casa aqui no país. Não quis nem saber de carnaval - certíssima!

Além da fama e da popularidade pelas músicas, filmes, sexo com todo tipo de gente e muita arrogância ao longo da carreira, Madonna levou cerca de 1 milhão de reais só por aparecer num camarote, além de se esconder dos fotógrafos, posar de mulher comprometida com o modelo - que serve mais de provocação para o ex-marido que de amante ou namorado. Quando "deu as caras", foi ao lado de políticos que têm condições de resolver os problemas sociais do Brasil, mas preferem a presença do que chamam de pop star para ajudar crianças carentes e ganhar alguns holofotes.
A vocalista das Pussycat Dolls também não veio de graça. A cantora apresentou uma marca de lingeries, posou para a imprensa e vestiu a camisa da cerveja. Faturou e foi embora.

Dizem que Paris Hilson é atriz, modelo, socialite... Não sei bem o que ela é, mas como eu conheço os conceitos de "modelo", "atriz", etc. sei que ela não se encaixa em nenhum deles. Além de encher a cara, a loira também encheu os bolsos. Como de costume, chamou a atenção de todos pelas ridicularidades que muitos acham "interessante"... Talvez por isso devem chamá-la de atriz, já que ela se sái muito bem com esses "papeis". Mais dinheiro para a "socialite", pelo seu árduo trabalho de vistir a camisa de uma marca de cervejas e "posar" ou "contracenar" no camarote que faz uma referência direta ao que ela pode ser: Devassa!

2010 começa com as celebridades mundiais descobrindo no Brasil não só o calor e o ritmo do carnaval, mas um verdadeiro mercado de consumo de música, roupas e futilidades. Ainda falam em Lady GaGa, Nelly Furtado, Coldplay, Justin Timberlake, Black Eyed Peas e vários outros que vão (ou podem) dar as caras por aqui não só para se admirarem com a quantidade de fãs, mas também para engordar os cofres com muita grana!

E assim como os colonizadores, vieram aqui, "lutaram" e levaram muito ouro!