No final de semana passado assisti o documentário This Is It e fiquei impressionado com o que há registrado naquelas imagens. Longe dos lucros e dos efeitos tecnológicos que são comuns às produções visuais dos grandes artistas, o que mais chama atenção é a forma como o cantor trabalhava durante a produção e os ensaios da turnê que ele faria pela Europa.
Michael não estava só á frente da última grande tremporada de shows da sua vida, mas da sincronia dos movimentos coreografados, das ideias, da afinação e da perfeição das notas musicais. A preocupação com os fãs era primordial, como insinuou suavemente a um dos pianistas da banda: "Faça como está no CD, como os fãs gostam. Quero igual ao que está no disco porque é assim que eles gostam"
Além das letras que soavam e faziam parte dos ensaios, outras palavras também eram mencionadas com frequência a cada vez que ele pedia o que seria uma ordem: "Amor", "Deus te abençoe", "obrigado" e "por favor". Sempre que precisava de algo, ele se dirigia a todos com extrema humildade e paciência utilizando essas expressões.
Mesmo com todos os dramas familiares enfrentados ao longo da vida pessoal e do oportunismo que tomou conta dos parentes obcecados por fama, atenção e dinheiro às custas do talento de Jacko, ele fez questão de relembrar os momentos emocionantes do Jackson 5 e ainda afirmou que ama a todos os que fizeram com que tudo aquilo acontecesse, mencionando o nome de cada um.
Não havia nada que ocorresse em seu show que ele não soubesse como proceder da maneira mais correta:
Diretor: "Michael, você tem que olhar pro telão que está nas suas costas, para perceber o sinal que lhe fará iniciar a canção"
Jackson: "Mas eu quero olhar para o público".
Diretor: "Como você vai saber a hora de começar a cantar, se não estará olhando para o telão?"
Jackson: "Eu sinto. Vou sentir o telão nas minhas costas" - citações não idênticas, mas que representam o que foi mencionado
Pioneirismo é uma de suas marcas e ele abusou dos recursos tecnológicos mais recentes para fazer diferente. Mas isso é muito pequeno diante do que ele representava com a música, o talento, a presença em palco e a produção do que apresentava.
A Britney já teve chuva no palco, Christina Aguilera, fogo, o U2 perturbou o sono do Reino Unido quando percorreu estradas com tantos caminhões de porte máximo carregando aparatos de tecnologia para a montagem da turne 360º... E assim muitos vivem no mercado musical, não vivem a música. Vários dos que chamamos de artistas hoje, são pensados e produzidos nas salas de reunião das gravadoras... O Michael Jackson não era pensado, ele pensava, opinava e suas ideias eram sempre inadiáveis...
Se ele apresentava problemas de saúde ou não, não temos a confirmação oficial - diante de tantos boatos e fofocas que ajudaram na deterioração da vida do astro - mas é notório que mostrou energia e dedicação nos ensaios e na produção da sua última turnê.
O documetário ganhou fins lucrativos para os oportunistas que o sugaram, projetou o Rei Do Pop para aqueles que ainda não o conhecem e confirmou o que todos os fãs já sabem: um líder, um talento, um ser humano: This Is Michael Jackson!


1 comentários:
Mais uma vez, inconfundível seu texto...
SEnti a emoção do filme-documentário através de suas palavras...
Parabéns...
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