quinta-feira, 8 de julho de 2010

Mulher... Violência... Morte

Parece até que nos acostumamos...

Todos os dias morrem pessoas no Brasil assassinadas das formas mais crueis e bárbaras possíveis. A cada crime noticiado, levantam-se as questões que são tão velhas quanto às deficiências existentes em nosso país, no que diz respeito justiça, legislação etc.

Mulheres assasinadas pelos companheiros, violência doméstica... Com ou sem denúncia na delegacia da mulher, polícia civil ou qualquer um que nunca serve pra outra coisa a não ser alimentar a burocracia do país e garantir segurança tão zero quanto o programa contra a fome "politicado" pelo governo federal.

Elas são esquartejadas, queimadas, achadas em sacolas, caixas, jogadas em rios, viram alimento pra animal... E os bandidos?! Soltos... Alguns atrás das grades, mas já depois dos crimes do tipo "tragédia anunciada", daqueles que alguma autoridade poderia ter ajudado porque tiveram conhecimento sobre a situação... Como tudo o que fazem é assinar e carimbar papeis, acabaram fazendo delas vítimas da burocracia ligada ao comodismo que contamina o Brasil e não garante medidas preventivas para nenhuma forma de segurança.E o que fazemos? Assistimos o desfecho que se dá justamente da pior forma possível.

Quantas ainda irão para outro plano de maneiras tão crueis, dessas que se tornam espetáculo na imprensa, choque na população e - como sempre - fazem as autoridades discursarem com "precisamos preservar os direitos humanos", ou "investir nas políticas de segurança", "dar mais rigor as leis"... Não precisamos mais dessas falácias, só queremos que a vítima seja ouvida quando ela bater na porta de uma delegacia e pedir ajuda... Alguém que a ouça e depois a ajude.

Dessa forma, muitas situações poderão ser diferentes e nem precisa de discurso patético, hipócrita ou sensacional pra isso.

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