quarta-feira, 1 de junho de 2011

O Brasil de Obama

O Brasil para Obama

O Brasil tratou Obama como um superstar, um astro pop. Enquanto ele veio aqui tentando desmistificar a imagem arrogante que historicamente temos dos Estados Unidos e de seus respectivos líderes, os mais atentos perceberam que os interesses por trás de tudo isso estão diretamente relacionados com o pré-sal e a nossa economia, que já é a sétima maior do mundo e ao lado do México e da Argentina soma um PIB maior que o da China. Por isso a oratória e a retórica afiadas.

As pessoas tietaram o presidente dos Estados Unidos, aplaudiram uma falácia de frases em português que serviram como hipnose num momento em que a Líbia era atacada pelas tropas estadunidenses... Alguém se lembrou disso enquanto batia palmas?

Os Estados Unidos ainda enfrentam graves problemas com a crise financeira que começou por lá e quase arrasta todo o mundo para o buraco. Enquanto aqui enfrentamos atrasos com a pobreza e as deficiências com segurança e saúde, no país norte-americano o maior problema é a retração do consumo e o desemprego. Isso ainda existe por lá e as pessoas estão insatisfeitas, porque os estadunidenses pensavam que com o presidente Obama não haveria mais guerra alguma e ainda sonhavam com a solução para essa depressão financeira. O “Capitão América Negro” ainda não resolveu tudo, mas não perde a pose de humildade e otimismo.

Apesar de tudo, é bom destacar que hoje nós temos muito mais força para receber um presidente dos Estados Unidos. Afinal, o Brasil é uma potência regional e não é mais aquele país confundido com a Bolívia na visita de Ronald Reagan em 1982, nem muito menos um país totalmente dependente do capital norte-americano, como já foi nos anos 60.

Hoje, saldamos a dívida externa, temos reservas bilionárias de dólares que garantem grande parte da nossa credibilidade financeira e temos uma participação importante no cenário econômico e político do mundo, além disso, não é só os Estados Unidos que se interessam por nós; o Brasil quer uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU e se livrar de embargos econômicos estabelecidos pelo “Tio Sam” a muitos de nossos produtos, além de estabelecer parcerias para pesquisas, tecnologia e educação... Será que o Obama pode nos ajudar?

Bom, seria interessante que as pessoas observassem melhor uma visita presidencial, seja quem for o líder que comparecer em nossas terras. Nunca devemos esquecer que sempre há interesses que se sobrepõem a qualquer tietagem.

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