Uma luta fundamentada em preconceito e desinformação
Brasileiros que usam a internet para disseminar preconceito e ainda se acham superiores por residirem em grandes metrópoles, estão definitivamente desatualizados ao utilizar a rede mundial (instrumento do desenvolvimento e da globalização) para afirmar grosserias e demasiadas pobrezas de informação.
O Brasil é uma nação em desenvolvimento - fato comum de Norte a Sul do país (levando-se em conta as peculiaridades regionais). Estamos na América Latina, tão menosprezada pelo mundo rico do planeta, quanto os nordestinos ou moradores do norte do Brasil pelos "intelectuais metropolitanos".
Os que se intitulam letrados e donos do potencial da informação pelo simples fato de utilizarem o Twitter para mediocridades, precisam rever seus conceitos de “superioridade” e “conhecimento”! Devem lembrar que existem pessoas na Europa e nos Estados Unidos que ainda limitam NOSSA capacidade ao futebol, ao carnaval, à violência do Rio e às comunidades indígenas preservadas em várias regiões do país, como se fôssemos todos animais ou aborígenes que não usam talheres para comer.
Brasileiros “tuiteiros” e “metropolitanos” devem lembrar que viver no Acre, no interior da Paraíba ou em qualquer outra região pequena do país, é muito melhor que inalar o ar poluído das grandes cidades transformadas em quintais do desenvolvimento global e que tornam os países ricos ecologicamente corretos porque utilizam bicicletas no trânsito, mas instalam suas indústrias cinzentas, poluidoras e com mão-de-obra barata em lugares como o Brasil. Essa é a uma forma de desenvolvimento neocolonialista que – assim como na colonização portuguesa no século XVI – explora nossas maiores riquezas, agora batizadas de “commodities”. Afinal, você, que “tuíta” criticando um possível atraso no desenvolvimento do Acre, sabe o que são “commodities”? Provavelmente não, porque está perdendo tempo com futilidades, ironias e grosserias preconceituosas, ao invés de ler e crescer não só como pessoa, mas também como alguém digno de utilizar as ferramentas da internet para algo realmente inovador e que proporcione crescimento.
Portanto, “brasileiros metropolitanos”, sejam orgulhosos de suas metrópoles de riqueza e superioridade, entregues à poluição, à violência, à prostituição, ao sexo barato e vulgarizado, ao trânsito caótico e às grades que prendem vocês em casa enquanto os bandidos aterrorizam nas ruas. Vocês são realmente muito úteis ao desenvolvimento nacional com esse tipo de comportamento excludente e extremamente ridículo.
Alisson Correia – Locutor da Rádio MIX FM, graduado em jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba; natural de Campina Grande e residente em João Pessoa/PB


6 comentários:
Muito bem. Embora acredito que estes mesmos que você critica nao tem a capacidade de ler mais do que 140 caracteres e entender a profundidade de um texto bem escrito com o seu.
Abraços
Concordo plenamente !
Regionalismo sempre existirá. O que dirá o povo paraibano que não consegue se aceitar.
João Pessoa vs. Campina Grande: confronto ferrenho.
Moro no Rio de Janeiro,mas amo o nordeste, conheço pessoas maravilhosas de lá.
Espero visitar o nordeste brevemente para conhecer os amigos e familiares dos meus queridos amigos Paraibanos.
É impressionante como as pessoas querem disseminar o mal e a discórdia, temos que repudiar isso!
Como vamos querer que os estrangeiros nos respeitem se não respeitamos á nós mesmos primeiramente?
Brasil para todos e unidos, do Norte ao Sul!
Grande Abraço!
parabéns! ótimo texto. Acho que quem fala mal de inumeras partes do país é no minimo um idiota. Sou do Acre e sempre escuto as piadas perguntando se eu existo mesmo. Pra mim quem fala isso simplesmente não estudou geografia. Iraci Messias
Postar um comentário